segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ode ao caos!

Sempre imaginei como seria a morte
fria, escura, dolorosa...
Ou talvez rápida se tivermos sorte!?
O que acontece eu não sei
a vida é com certeza perigosa,
e o destino tem a ver com que se fez

Da pureza bebi da melhor fonte
é muito mais do que mereço
é com certeza a perfeição!
Você veio e me salvou de mim mesmo
o pior inimigo que posso ter.
A derrota seria a devastação.

Por vezes a visão falha,
escura fica e nem um palmo a frente
enxergo.
Raiva, consentimento, medo...
A fraqueza aparece.
E me apodrece...

Queria saber como é a morte,
indolor, quente, clara?
Tu só a recebes se tiveres sorte.
Porque é sempre assim
jamais soube e nem saberei.
Simplesmente, como dizem, é o fim.

Pra puta que pariu
todos vocês!
Principalmente aquele que causa dor!
Eu não gosto de você!
Eu te desprezo!
Te desprezo...

Pra onde correr? Deveríamos?
Não quero fugir,
só quero você comigo,

a sós.
Só nós dois.
Sem ninguém mais,
ninguém.

A incerteza é o que me arrasta.
Arrasta-me pra beira do precipício
da fraqueza...
Arrasta-me e me machuca.
A tristeza ajuda...

O sonho sempre acaba na melhor parte
e o pesadelo parece nunca acabar
Seria a morte um sonho?
Ou pesadelo?

O oceano nunca esteve mais agitado!
Tenho um bom barco dessa vez...
Seria eu capaz de me salvar
Ou conheceria a morte!?

Ode ao caos!
Victor Castanheira Antunes

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Novo Aeon - Raul Seixas

Sociedade alternativa
Sociedade novo aeon
É um sapato em cada pé
É direito de ser ateu
Ou de ter fé
Ter prato entupido de comida
Que você mais gosta
É ser carregado, ou carregar
Gente nas costas
Direito de ter riso e de prazer
E até direito de deixar
Jesus sofrer...