sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Imprensa: Golpear ou Informar?

Se você está esperando um texto politicamente correto, pare de ler. Se você está esperando um texto contra Dilma ou Lula ou PT, pare de ler. Se você está esperando que de alguma forma eu concorde com o que a grande mídia (Veja, O Globo, Folha, etc...) está falando sobre a liberdade de imprensa, esqueça esse texto e vá fazer qualquer outra coisa. Porque é um absurdo todo esse escândalo que os grandes jornais fizeram.

Desde que a ditadura acabou, acredito que nenhum país tenha tanta liberdade como o Brasil no quesito das pessoas e da mídia dizerem o que quiserem. Se alguém tiver um monte de abobrinhas e quiser publicar, essa pessoa pode. Basta ter o dinheiro para tal ou alguém que detenha os meios de publicação. E por causa disso, os jornais, revistas e outros meios de comunicação viraram, de um tempo pra cá, a casa de sabe lá quem, porque até a da mãe Joana é mais organizada.

A grande imprensa virou um verdadeiro partido. O tão famoso PIG (Partido da Imprensa Golpista) entre os blogueiros e meios de comunicação de esquerda. Alguns podem achar muita conspiração, muito Hollywood, mas podem acreditar. E admito que errei. Não foi de uns anos pra cá e sim de muito tempo já. Um exemplo, e nem precisa ir muito longe assim à história. Só voltar 21 anos no tempo. 1989, após debate do segundo turno, a Globo editou as cenas para parecer que o candidato Collor tinha ido melhor. Isso porque não estou com paciência para falar da armação que fizeram com uma ex-namorada do Lula, aparecendo na TV e falando que o candidato do PT era racista, etc...

Mas voltemos (ou avancemos, viagens no tempo me confundem um pouco) para um passado mais recente. 2005, o escândalo do “mensalão”. Que aconteceu de fato aconteceu, mas o modo que a imprensa tratava disso em suas publicações era no mínimo uma agressão a inteligência dos seus leitores. Porque publicavam qualquer coisa sem uma prova concreta ou consistente. Se você mandasse um email pra Veja falando mal do PT seria bem capaz dela publicar e falar que a fonte era a mais segura possível.

Fizeram um “auê” tão grande (e tão inconsistente) que se qualquer coisinha acontecesse, a culpa era do Lula. Por exemplo: o Ronaldo fenômeno engordou e ficou ruim pra copa de 2006, a culpa era do Lula porque ele criou o “Fome Zero”. Ok, talvez tenha exagerado um pouco, mas era mais ou menos assim. Tanto era que as socialites, burguesões e alguns alienados foram pras rua fazer o movimento “cansei” tentando o impeachment do presidente Lula. Mas como disse, o “auê” foi tão inconsistente que não juntaram nem cem pessoas na Praça da Sé em São Paulo.

No ano seguinte, Lula dominava com uma ampla vantagem sobre o candidato do PSDB e três dias antes da eleição o Jornal Nacional surgiu com o “escândalo dos aloprados”. Factóide que nunca foi comprovado. Serviu apenas para levar a disputa para o 2º turno e fazer com que o candidato Alckimin ficasse com menos votos que no primeiro turno. E esse ano, tentaram de novo com os escândalos do sigilo e o caso da Erenice, todos sem prova concretas. O pior é que com isso eles conseguiram levar as eleições pro segundo turno. E pior ainda é que os dois casos foram apurados e provados que eram mentiras...

Os meios de comunicação deixaram a imparcialidade de lado e tomaram partido nas disputas eleitorais, literalmente. Mesmo essa atitude indo contra os princípios do jornalismo, eu não sei se vejo muito problema. O errado mesmo é um grupo de pessoas falarem qualquer coisa sem provas, qualquer mentira incoerente a fim de ludibriar a população e prejudicar um candidato que não é do interesse desse grupo. Afinal, pra mim, ser imparcial é ser não-humano, não ter emoções e por ai vai.

E quando o governo tenta por um fim nisso, exigindo que acusações sejam provadas, eles falam que estão acabando com a liberdade de imprensa. E usam seus “gênios do mal” (pessoas muito inteligentes, influentes e que sabem escrever bem, por exemplo: Arnaldo Jabor) para usarem toda sua magnífica inteligência para enganar ainda mais a população. Escrevem com um jeito sofisticado, pra impressionar a quem lê, e ao mesmo tempo com um jeito fácil de ser entendido, pra que atinjam o maior número de pessoas “infectadas”. Mas acima de tudo escrevem com ódio. Sim, essas pessoas disseminam o ódio da elite de uma forma tão dissimulada e sutil que parece apenas uma reclamação contra o governo e todo mundo caí na teia deles.

Não vejo outro modo de finalizar esse texto a não ser dizendo que a nossa mídia está vendida do pior jeito possível. Capaz de lançar qualquer notícia (mesmo que mentira e/ou sem consistência) pra detonar um candidato que não satisfaz o interesse deles. A grande imprensa não quer mais informar ela quer é golpear.

Imprensa: Golpear ou Informar?
(Victor Castanheira Antunes)

Se vocês se cansarem dos ataques virulentos dessa revistas e jornais e quiserem opiniões críticas de modo que se possa avançar aqui vão alguns portais na internet para uma leitura com um ponto de vista completamente diferente:

Portal Vermelho

Hora do Povo

Carta Capital

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