terça-feira, 28 de julho de 2009

Por Dias Melhores

não sei porque canto
mas faço com prazer
grito pela vida
espanto o medo de perto

permaneço na luz
não fecho meus olhos
permaneço na esperança
luto por tempos melhores

um sonho de um dia
ter o poder de dizer
"a paz é verdadeira"

um sonho de utopia
um sonho de loucura
"a paz é verdadeira"

não sei porque tento
mas faço com prazer
espero por dias melhores
por dias mais sinceros

precisamos de amor
só de amor
that's all we need

então não me desaponte

sonhe com um dia
ter o poder de dizer
"a paz é verdadeira"

sonhe com utopia
sonhe com loucura
"a paz é verdadeira"
love is all we need
all we need is love
all we need is love
love is all we need

Por Dias Melhores
(Victor Castanheira Antunes)

isso é uma música que eu fiz, quando conseguir gravá-la no computador eu do um jeito pra conseguir ouvi-la aqui, mas por enquanto só a letra.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Disfarces

Brasília, 21/07/2009

Disfarces

Têm discussões que são imortais. Não importa quanto tempo já passou, ou se já ficou claro ou não, existem certos embates que duram para sempre. Se a escalação da seleção de não sei quando era a melhor possível, se o plano econômico tal foi bom ou ruim, se deveríamos ter resistido à amiga esquisitinha depois da enésima latinha de cerveja.

O engraçado é que a mais imortal de todas elas, aquela que foi “a” questão mais perguntada do século XX, hoje anda caída. Derrubaram-na e esconderam-na com uma verdade duvidosa, gozada. A eterna questão do Capital VS. Social foi sorrateiramente enterrada sobre quilos de esquecimento e ideais deturpados.

Essa questão na verdade, parece ter sido respondida com os infortúnios do tempo. Depois do sumiço do Bloco Socialista e a corrida ao Mc Donald do pós Guerra-Fria, ficou parecendo que a questão fora respondida: “O olhar demasiadamente social falhou. Viva o ideal da acumulação de capital! Viva o sucesso do capital”. Penso que por essa falsa noção de sucesso é que as coisas descambaram.

Você já foi elogiado ao ponto de ser chamado de único, ser a resposta pra tudo. Eu não. Provavelmente nem você. Mas o capital foi. Na ilusória sensação de vitória depois da queda do bloco socialista, pensou-se em não se ter mais em que questionar, onde neoliberalismo, atrelados do consumismo e do livre-mercado, virou sinônimo de sucesso. Entretanto, venho a questionar essa definição de sucesso.

Se sucesso for concentração de riquezas na mão de um indivíduo, sim houve o relativo sucesso que é tão falado pelos defensores do neoliberalismo. Entretanto, a definição de sucesso que compete ao estado não se limita a isso. Oferecer a igualdade de condições e oportunidades, a devida assistência nas diversas necessidades básicas do cidadão – como educação e saúde irrestrita para todos – e ter a consciência do bem-estar de sua população é que deveriam ser considerados os atributos básicos de sucesso de um estado, e não a noção do senso comum que é a ilusória proposta que nos é oferecida.

Nós ficamos fatalistas. O “é assim e ponto” parece ter tomado nosso senso crítico e nossa solidariedade humana até. A individualidade forçada que nos é proposta transforma em bichos aqueles que se deixam levar pela maré. Uma máquina que busca ser bem-sucedido e acumular o máximo de capital possível, enquanto ali mesmo na lixeira de seu condomínio, uma família caça restos para tentar sobreviver.

Não falo em tentar mudar o mundo, acabar com a fome na África, sair por aí fazendo pregando o socialismo como o pote de ouro no final do arco-íris, e o concerto liberal como uma série de Dick Vigaristas. Isto, de fato, é preciso, mas é tão preciso quanto começar a questionar, primeiramente, seus próprios atos. Comecemos a questionar o nosso consumismo, a nossa falta de atenção, a nos atentar como podemos influir no todo, porque, querendo ou não, fazemos parte desse todo que classificam como “é assim e ponto”.

Paro por aqui com um verso que ilustra minha preocupação. Vamos nos atentar para o que acontece ao nosso redor. Vai ver tem solução.

“(...) Talvez nós estejamos parados
Vai ver foi a labuta, foi o dia de luta, foram os filhos da puta que nos tem enganado e governado.
Vai ver somos nós que esquecemos o passado, que nos satisfazemos com o errado, que sublimamos com os que não nos têm incomodado.
Talvez estejamos calados.
Talvez não tenhamos é que ficar calados.”


Disfarces
(Felippe de Rosa Miranda)

ps.: texto feito por um amigo, espero que gostem, para mais textos dele visitem http://desinteligenciacritica.blogspot.com/

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Nota

Descobri que recebi há pouco tempo mais um selo, agradeço ao blog da minha amiga Yzadora (www.falandosozinha.com), mas não vou dar prosseguimento às indicações. Por um único motivo, esse negócio de selo por mais merecedor que o blog seja é uma forma de elitização da nossa forma de “imprensa”. Nós blogueiros que nos dizemos tão diferentes dessa mídia elitista, estamos nos tornando cada vez mais parecido com eles. Sempre reclamo da Veja por ser muito julgadora, seletiva e com críticas infundadas em suas matérias, mas no momento em que escolho um blog para receber um determinado selo estou julgando o que é bom e o que é ruim e indiretamente elitizando esse nosso espaço tão livre!
Mesmo que o blog seja de uma patricinha que só escreve sobre seu dia e sua vida, mesmo que o blog seja de um reacionário que só fala mal da esquerda e vice versa, mesmo que seja de um poeta bom ou ruim, não cabe a nós julgar se ele é digno de um selo ou não. Cabe a nós julgar se vale à pena ou não para nós mesmos lermos aquilo. E se sentirmos que aquele blog é bom e que outras pessoas deveriam lê-lo o próprio site já disponibiliza uma maneira, que é deixá-lo na lista de amigos. E claro, também temos o msn, podemos enviá-lo a um amigo ou amiga que se interesse pelo assunto destacado no tal blog. Então, seja você uma patricinha, reacionário, marxista, poeta ou nenhum dos anteriores não fique por ai julgando quem é ou não digno de receber um selo, o mestre Raul já dizia “todo homem e toda mulher é uma estrela”, e o fato de ter um blog mostra que a pessoa escreve, e quem escreve na maioria das vezes evolui!
Portanto não elitizemos esse nosso espaço, todos os blogs são dignos de leitura e aquele que você julgar ruim para você, simplesmente deixe um comentário simpático mostrando sua opinião e mostrando também que está disposto há um debate de idéias, mas que não seja agressivo. Assim se evolui mais e mais!
È só um pensamento e se você discorda então fale, vamos debater =)

Boa Noite

Victor Castanheira Antunes

Novo Aeon - Raul Seixas

Sociedade alternativa
Sociedade novo aeon
É um sapato em cada pé
É direito de ser ateu
Ou de ter fé
Ter prato entupido de comida
Que você mais gosta
É ser carregado, ou carregar
Gente nas costas
Direito de ter riso e de prazer
E até direito de deixar
Jesus sofrer...