quinta-feira, 25 de junho de 2009

Um grito da alma voadora

Uma vontade de gritar
Uma vontade de voar
Não sei como entendê-las
Realmente não sei
Simplesmente deixo a caneta me guiar
Por entre as linhas
Por entre as palavras
Adormecidas...

Uma madrugada, uma ventania.
Varre meus pensamentos
Crise, guerra, imperialismo,
Ignorância e fanatismo

Me leva? Não né?!
Não vale a pena, né?!
Então eu grito... E nada sai
Arrancaram minhas cordas vocais
E a exibem em um laboratório agora

O que me resta é a caneta novamente
Ela e as palavras
Palavras...
As tão difíceis palavras
Que dormem no reino
Das poesias

Então grito pelo papel
Espero que você ouça
Você ouve? Não? Sim?
Fale comigo
Preciso saber seus pensamentos
Seus anseios, seus medos.
Não é possível? É?
Então grite para que eu possa ouvir
Grite com palavras
Rudes
Amáveis
Feias
Confortáveis

Vou mesmo é voar
Voar e talvez quem saiba
Eu até caia
De volta
Voando para sempre
Para o nada e tudo

Que venha deus ou Deus
Que venham todos
E que ouçam o meu
Grito
E o eco também, para ficar
Gravado!
Mesmo sem corda vocal
Eu continuo
E você?

Um grito da alma voadora
(Victor Castanheira Antunes)

2 comentários:

Yza. disse...

"As tão difíceis palavras
Que dormem no reino
Das poesias"


Kas, só agora tive disposição/tempo para ler, desculpe-me.

Ficou muito bom a jogada dos atos com as palavras.

marina, disse...

*---*
eu continuo querendo levar tuas criações pra minha aula de literatura.
perfeitos.

Novo Aeon - Raul Seixas

Sociedade alternativa
Sociedade novo aeon
É um sapato em cada pé
É direito de ser ateu
Ou de ter fé
Ter prato entupido de comida
Que você mais gosta
É ser carregado, ou carregar
Gente nas costas
Direito de ter riso e de prazer
E até direito de deixar
Jesus sofrer...