Levemente pelo vento você flutua
Entre passos e saltos e piruetas
Dançando no ar como borboletas
Deslizando pelo espaço até a lua
Na sutileza do seu toque no chão
A música que te acompanha
O mundo assiste suas façanhas
E percebo que nada foi em vão
A luz te segue, sempre iluminando
Seus delicados movimentos
Que não posso mais perder
E meus olhos seguem guiando
Todos os meus pensamentos
Que acabam sempre em você
Bailarina
(Victor Castanheira Antunes)
domingo, 4 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Rascunhos
No canto do caderno escrevo pequeno pra ninguém ver
No canto da sua boa busco um beijo pra te convencer
No pé da folha rasuro desenhos que faço pra você
No pé do seu ouvido conto como seria impossível viver
Entre o rascunho pinto um mar de palavras sem saber
Entro nos seus olhos e mergulho no mar de paixão entre mim e você
Rascunhos
Victor Castanheira Antunes
No canto da sua boa busco um beijo pra te convencer
No pé da folha rasuro desenhos que faço pra você
No pé do seu ouvido conto como seria impossível viver
Entre o rascunho pinto um mar de palavras sem saber
Entro nos seus olhos e mergulho no mar de paixão entre mim e você
Rascunhos
Victor Castanheira Antunes
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Reticências
E o céu nunca pareceu tão perto
Nenhum vento pra me levar
Apenas um sol para me guiar
Por todos os caminhos, vi o incerto
Quando pulei para o meu mergulho
Nunca pensei na chance de cair
Via possibilidades de sorrir
E lentamente ia esmagando meu orgulho
O tempo escorria em direção ao futuro
Mal sabia o que estava à espera
Uma hora acabaria a quimera
Uma hora, eu sei, ficaria tudo escuro
E acabou
Sem avisos prévios
Simplesmente se foi com o vento
Aquele que não me levou...
Aquele...
Mas começou
Com avisos prévios
Completamente previsível e piegas
Como deve ser,
Como deve ser...
Reticências
Victor Castanheira Antunes
Nenhum vento pra me levar
Apenas um sol para me guiar
Por todos os caminhos, vi o incerto
Quando pulei para o meu mergulho
Nunca pensei na chance de cair
Via possibilidades de sorrir
E lentamente ia esmagando meu orgulho
O tempo escorria em direção ao futuro
Mal sabia o que estava à espera
Uma hora acabaria a quimera
Uma hora, eu sei, ficaria tudo escuro
E acabou
Sem avisos prévios
Simplesmente se foi com o vento
Aquele que não me levou...
Aquele...
Mas começou
Com avisos prévios
Completamente previsível e piegas
Como deve ser,
Como deve ser...
Reticências
Victor Castanheira Antunes
sábado, 13 de agosto de 2011
Entender
Louco por ser
Louco por semelhança
Apenas lúcido o suficiente
Para ter a loucura
Certa
Livre por ajuda
Livre por liberdade
Aprisionado pela liberdade
Destinado a sempre ser
Azul
Tudo tão entrelaçado
Pouco explicado
Fica assim...
Meio inacabado
Sutilmente levado pelo vento
Na brisa que sopra
Feliz por viver
Feliz por louco ser
Com a tristeza me entendo
E a felicidade
Volta
Louco por ser
Apenas por tentar entender
Louco...
Só por estar inacabado
Só por estar livre
Entender
Victor Castanheira Antunes
Louco por semelhança
Apenas lúcido o suficiente
Para ter a loucura
Certa
Livre por ajuda
Livre por liberdade
Aprisionado pela liberdade
Destinado a sempre ser
Azul
Tudo tão entrelaçado
Pouco explicado
Fica assim...
Meio inacabado
Sutilmente levado pelo vento
Na brisa que sopra
Feliz por viver
Feliz por louco ser
Com a tristeza me entendo
E a felicidade
Volta
Louco por ser
Apenas por tentar entender
Louco...
Só por estar inacabado
Só por estar livre
Entender
Victor Castanheira Antunes
sábado, 6 de agosto de 2011
A derrota
Eu perdi
Perdi pra mim mesmo
Perdi pro meu jeito,
pros meus vícios.
Minhas virtudes não foram suficientes.
Eu perdi
Perdi aquilo que era bom
Aquilo que era ótimo.
Perdi sem sentir,
sentidos perdidos durante o tempo.
A lua se foi
Quebrou-se da minha órbita
E agora por ai vaga.
Foi-se sem previsão de volta
Sem previsão
Eu perdi
Simplesmente perdi
A pior derrota que poderia ocorrer
Eu contra mim...
E perdi mesmo assim!
A liberdade é azul de fato
Azul como a melancolia
Azul como a perda
Azul como a liberdade
Indesejada...
Perdi e não quero aceitar
Perdi e tenho que aceitar
Apenas perdi
Não está nada bem...
Nada bem...
A derrota
Victor Castanheira Antunes
Perdi pra mim mesmo
Perdi pro meu jeito,
pros meus vícios.
Minhas virtudes não foram suficientes.
Eu perdi
Perdi aquilo que era bom
Aquilo que era ótimo.
Perdi sem sentir,
sentidos perdidos durante o tempo.
A lua se foi
Quebrou-se da minha órbita
E agora por ai vaga.
Foi-se sem previsão de volta
Sem previsão
Eu perdi
Simplesmente perdi
A pior derrota que poderia ocorrer
Eu contra mim...
E perdi mesmo assim!
A liberdade é azul de fato
Azul como a melancolia
Azul como a perda
Azul como a liberdade
Indesejada...
Perdi e não quero aceitar
Perdi e tenho que aceitar
Apenas perdi
Não está nada bem...
Nada bem...
A derrota
Victor Castanheira Antunes
domingo, 31 de julho de 2011
Do melhor jeito
Dos teus olhos descobri o infinito
Descobri o carinho
Provei o amor da fonte mais límpida
E consegui navegar pelo seu oceano
Com a minha jangada
Dos teus lábios descobri a paixão
Descobri o calor
Senti toda liberdade de nossas asas
E consegui voar pela sua vivacidade
Com o meu planador
De você descobri a vida
Descobri a felicidade
Provei dores e amores com prazer
E consegui ter a melhor
Simplesmente a melhor
Calmaria entre nossas tempestades
Milhões de estrelas no nosso céu
Lado a lado sempre ficamos
Muitos frutos colhemos juntos
Todos os dias rimos e choramos
O melhor tempo aproveitamos
Brilho nos nossos corações
Garantia de nossa ternura
Do melhor jeito dizemos: até logo!
Do melhor jeito
Victor Castanheira Antunes
Descobri o carinho
Provei o amor da fonte mais límpida
E consegui navegar pelo seu oceano
Com a minha jangada
Dos teus lábios descobri a paixão
Descobri o calor
Senti toda liberdade de nossas asas
E consegui voar pela sua vivacidade
Com o meu planador
De você descobri a vida
Descobri a felicidade
Provei dores e amores com prazer
E consegui ter a melhor
Simplesmente a melhor
Calmaria entre nossas tempestades
Milhões de estrelas no nosso céu
Lado a lado sempre ficamos
Muitos frutos colhemos juntos
Todos os dias rimos e choramos
O melhor tempo aproveitamos
Brilho nos nossos corações
Garantia de nossa ternura
Do melhor jeito dizemos: até logo!
Do melhor jeito
Victor Castanheira Antunes
quinta-feira, 21 de julho de 2011
O Vento
Ela havia deixado a porta aberta. Foi embora depois de nossa última discussão e apenas deixou para trás um gélido sopro que dizia adeus... Os últimos olhares mais intensos que tornados e tormentas cortantes. Ela dizia, preciso voar, preciso de asas. Eu dizia, pegue o que quiser de mim, não me importa. Qualquer coisa... Ela apenas deslizou com suas asas pela vastidão turquesa.
Lembrava de tempos atrás, quando ficava triste e mais de mil sorrisos ela me dava de graça. Apenas para clarear nossas manhãs. Sem nenhum tipo de perda nem tristeza. Sempre uma inventiva alegria. Está tudo bem, sempre esteve. Porque iria querer mudar. Palavras jogadas no fluido espaço do ar. Envolviam-me em harmonia sem nunca quererem me deixar cair. Jamais. Cair nunca foi opção...
Asas tão pequenas, tão frágeis e delicadas. Ela dizia que já havia ido há muito tempo, já havia me deixado em tantos planos... Menos no físico... Fadas e borboletas, dizia ela, carregavam-na para longe. Tudo que ela pensava era em bater as asas, pelos algodões celestes, contra o vento. O vento que a beijava e dava-a a liberdade que nunca poderia dar, mas que sempre quis.
A porta continuava aberta soprando o gélido adeus... Pela janela alguns raios do sol matutino cortavam o denso ar da sala cor de vinho... Uma pena entrou junto com o vento... Peguei-a e nela estava escrito “Me perdoe...”
O Vento
(Victor Castanheira Antunes)
Lembrava de tempos atrás, quando ficava triste e mais de mil sorrisos ela me dava de graça. Apenas para clarear nossas manhãs. Sem nenhum tipo de perda nem tristeza. Sempre uma inventiva alegria. Está tudo bem, sempre esteve. Porque iria querer mudar. Palavras jogadas no fluido espaço do ar. Envolviam-me em harmonia sem nunca quererem me deixar cair. Jamais. Cair nunca foi opção...
Asas tão pequenas, tão frágeis e delicadas. Ela dizia que já havia ido há muito tempo, já havia me deixado em tantos planos... Menos no físico... Fadas e borboletas, dizia ela, carregavam-na para longe. Tudo que ela pensava era em bater as asas, pelos algodões celestes, contra o vento. O vento que a beijava e dava-a a liberdade que nunca poderia dar, mas que sempre quis.
A porta continuava aberta soprando o gélido adeus... Pela janela alguns raios do sol matutino cortavam o denso ar da sala cor de vinho... Uma pena entrou junto com o vento... Peguei-a e nela estava escrito “Me perdoe...”
O Vento
(Victor Castanheira Antunes)
sábado, 14 de maio de 2011
Soneto das Flores
Hoje eu quero a felicidade das flores.
As tristes tardes cinzas, esquecer.
Viver num plano sem dores.
Inventar amores para viver.
Hoje eu quero a bondade das flores.
Os maléficos espinhos, desaparecer.
Fugir com calma dos horrores,
Que a vida esconde para nos surpreender.
E mais uma vez deitar nos girassois,
Trabalhar num mundo de cores
E assim resplandecer.
Viajar para ver outros sóis,
Buscar nos céus infindáveis amores
E para sempre, em outros planos, viver.
Soneto das Flores
Victor Castanheira Antunes
As tristes tardes cinzas, esquecer.
Viver num plano sem dores.
Inventar amores para viver.
Hoje eu quero a bondade das flores.
Os maléficos espinhos, desaparecer.
Fugir com calma dos horrores,
Que a vida esconde para nos surpreender.
E mais uma vez deitar nos girassois,
Trabalhar num mundo de cores
E assim resplandecer.
Viajar para ver outros sóis,
Buscar nos céus infindáveis amores
E para sempre, em outros planos, viver.
Soneto das Flores
Victor Castanheira Antunes
terça-feira, 26 de abril de 2011
Voltar e seguir em frente
Por simplesmente escrever
E deixar a linha me guiar
Num rumo que deságue no mar
Deixar a beleza transparecer
Por simplesmente evoluir
E sentir o futuro chegando
Em passos curtos e levianos
Viver as surpresas do porvir
Perder a beleza por negligência
Esquecer o passado por escolha
Será o caminho certo?
Tenho intimidade com a paciência
E o futuro não está em folha
Cada vez mais espaço aberto
Voltar e seguir
(Victor Castanheira Antunes)
E deixar a linha me guiar
Num rumo que deságue no mar
Deixar a beleza transparecer
Por simplesmente evoluir
E sentir o futuro chegando
Em passos curtos e levianos
Viver as surpresas do porvir
Perder a beleza por negligência
Esquecer o passado por escolha
Será o caminho certo?
Tenho intimidade com a paciência
E o futuro não está em folha
Cada vez mais espaço aberto
Voltar e seguir
(Victor Castanheira Antunes)
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
O Lugar de Nós Dois
Um lugar diferente, sem nenhum igual
Distinto como uma flor presa num mural.
Um local para se roubar um beijo
Meio Romeu e Julieta,
De Shakespeare ou de queijo.
Que finamente completa o então vago peito
Com jeito suave e insuspeito
Lugar pra se deleitar
Lugar para sentir
Lugar pra se amar
Lugar para coexistir
Sem ele não sei se há vida
Não sei se existem planícies floridas.
Um local tranqüilo, com paz de templo
Bucólico e perspicaz como um vento
Um lugar ingênuo e feliz
Meio “Love story”,
De Hollywood ou de Paris.
Que completamente entende a mim
Transcendendo em um campo de jasmim
Entre dois, um amor
Entre as borboletas, uma flor
Entre arroz e feijão, um laço
Entre nós, o abraço
Que me ajuda a levar toda vida
Sempre em frente, numa planície florida.
O Lugar de Nós Dois.
(Victor Castanheira Antunes)
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